Nightshade Ayame
Alcunha: Subete no Kage (Todas as Sombras), Ei no Kami (A Deusa das Sombras)
Idade: 26
Raça: Humana
Local de Origem: Iceberg
Família: Orfã
Aspecto Físico: Cabelos negros, longos e espetados, de olhos azuis claros e muitos piercings no rosto de adorno. Geralmente, prefere usar roupas de tons azuis escuros ou negras, ficando-se por uma tshirt sem mangas e com gola alta azulada, e uns calções acima do joelho - também azuis, embora num tom mais escuros. É comum vê-la carregar braceletes pretas e umas botas altas que lhe vão até ao joelho, que faz uso dos mesmos tons das braceletes. Ela carrega ainda um colar ao pescoço com a letra A do seu nome que lhe fora dada por alguém importante do passado que ela é incapaz de recordar inteiramente.
Psicologia: É uma mulher anti-social e arrogante, que evita contato com humanos desnecessário. Muito pensativa, o que a leva a funcionar com a lógica e ajo - seja em campo de batalha ou fora dele - de acordo com as suas análises mentais acerca da situação. Aparentemente calculista, nega qualquer preocupação com outro ser ou objeto que não ela mesma e o colar que carrega, dando-lhe mais importância que outra coisa qualquer. Responde geralmente com algum sarcasmo e é muito incomum vê-la sorrir ou dar uma resposta num tom calmo e sem qualquer raiva (aparente) embutida.
Hobby: Ler livros, observar nuvens, deitar-se sobre telhados
Ódios: Comer peixe, regras e leis, que lhe digam o que fazer
Guilda: Fairy Tail
Equipe:Magia Primaria: Ei no Metsujin Maho
Magia: Shadow God Slayer Magic (Lost Magic/God Slayer Magic/Caster-Type)
– Shadow God Slayer Magic (Ei no Metsujin Maho) é um tipo de Magia God Slayer que utiliza sombras. Esta magia permite ao usuário interagir com as sombras como seu elemento natural, capacitando-o a fundir-se com a sua própria sombra, ou com outras em campo, para se mover rapidamente, esquivar-se de ataques e até mesmo efetuar ataques-surpresa. Uma das vantagens desta magia é a intangibilidade que o usuário obtêm ao utilizar a magia, embora o mesmo se torne vulnerável quando numa forma tocável. Outra vantagem considerável, é o fato do usuário poder moldar as sombras livremente, fazendo-as adquirir formas - tais como armas - ou condensá-las para outros usos.
Descrição das Habilidades MágicasTécnica Mágica: Eijin no Dogō (Rugido do Deus da Sombra)
Rank: S
Duração: 1 post
Número de Uso: 3 vezes por combate
Tipo Mágico: Ofensivo
Descrição: O exclusivo Rugido do Deus da Sombra do Shadow God Slayer, incorporando o elemento das Sombras. O usuário rapidamente angaria e liberta uma grande explosão de sombras da sua boca, engolindo o adversário em escuridão.
Técnica Mágica: Eijin no Kage Zenshin (Movimentação Sombrio do Deus da Sombra)
Rank: S
Duração: 5 posts
Número de Uso: 3 vezes por combate
Tipo Mágico: Suporte
Bônus: + 25 em todos os movimentos, + 50% de dano de magias do tipo Luz e Elétrico.
Descrição: O usuário esconde seu corpo em uma aura de sombras, ampliando os poderes de magia Shadow God Slayer. Quando ativado, os olhos do usuário tornam-se completamente pretos, mesmo a parte da esclera. O uso dessa magia também melhora o desempenho físico geral do usuário, incluindo a sua força, velocidade e resistência. Além de performances melhoradas, o usuário ganha a habilidade de se transformar dentro e fora das sombras, permitindo reflexos rápidos e movimento intangível e um estilo de luta irregular.
Técnica Mágica: Eijin no Uzu (Vórtice do Deus da Sombra)
Rank: S
Duração: 1 post
Número de Uso: 5 vezes por combate
Tipo Mágico: Ofensivo
Descrição: O usuário estende a sua sombra em comprimento, criando um largo turbilhão em forma de vórtice de sombras debaixo dos alvos, eles - então - são puxados para baixo para as sombras, não deixando nenhum rasto.
Técnica Mágica: Eijin no Ken (Espada do Deus da Sombra)
Rank: S
Duração: Indeterminado
Número de Uso: Uma vez por batalha
Tipo Mágico: Ofensivo
Descrição: O usuário molda a sua sombra numa espada comprida que é rodeada das sombras que foi criada. A espada pode ser lançada contra adversários a longa distância ou atuar como uma espada normal, perfurando o oponente, embora o ferimento causado por tal perfuração não seja nada comum. As sombras agarram-se ao ferimento efetuado continuando a ferir o oponente constantemente, alastrando-se pelo corpo do mesmo.
Técnica Mágica: Eijin no Apsu (Abyzou do Deus da Sombra)
Rank: SS
Duração: 1 post
Número de Uso: Uma vez por batalha
Tipo Mágico: Ofensivo
Descrição: O usuário envolve o seu corpo totalmente com as sombras, ficando completamente negro, à exceção dos olhos que ficam com uma cor avermelhada. Ele, então, eleva as suas duas mãos aos céus e dita um encantamento para a execução da técnica;
"Apagando o mundo...
Engolindo tudo...
Abyzou do Deus da Sombra!"
Quando o encantamento termina, as sombras que envolvem o corpo do usuário alastram-se pelos braços até ao céu, mudando-lhe a tonalidade para negro e criando um vórtice acima do adversário. Este (vórtice), então, irá largar uma coluna de sombras até ao adversário, fazendo sair mãos de sombras e perseguindo-o caso este procure desviar-se e, quando finalmente atinge o corpo do adversário, engole-o nas sombras, tomando a forma de vários espinhos compridos que o trespassam de forma a perfurar-lhe profundamente o corpo todo.
Magia Secundaria: War God Magic
Magia: Magia do Deus da Guerra
– O usuário é capaz de conjurar uma espécie de matéria em forma de onda que lhe permite manipular o espaço em volta de qualquer objeto ou substância da sua escolha, permitindo uma grande versatilidade. Pode manipular o espaço em meios de defesa ou ataque. O usuário pode também teletransportar pessoas e objetos da sua escolha. A magia também garante ao usuário a habilidade para trocar de lugar com outras pessoas que estão perto.
Descrição das Habilidades Mágicas:Técnica Mágica: Ih Ragdo
Rank: S
Duração: 1 + d6
Número de Uso: 4 vezes por combate
Tipo Mágico: Ofensivo
Descrição: O usuário coloca as suas mãos juntas com a mão esquerda fechada, deixando apenas o dedo indicador e o médio a apontar para a palma da mão direita aberta na vertical. Para ativar o feitiço, o usuário então abre o seu indicador e o médio numa formação ''V''. Este feitiço aprisiona o adversário que o usuário quiser numa formação em forma de bolha. Este feitiço particular pode ser usado para restringir os movimentos do alvo aprisionado.
Técnica Mágica: Yagdo Rigora
Rank: S
Duração: 1 post
Número de Uso: 3 vezes por combate
Tipo Mágico: Ofensivo
Descrição: O usuário move os seus braços num movimento circular enquanto fraseando um encantamento e então abre os seus braços ao maximo, invocando uma entidade em forma de deus com intrincados desenhos no seu corpo, seguido de um pilar de luz capaz de destruir a área circundante.
Breve História: Sabem quando dizem que a vida de órfão é fácil e simples, e que é muito legal não ter os pais para chatear ou dizer o que você deve, ou não, fazer? Então, nunca acredite nisso, pois é conversa de criança mimada que nunca ficou um dia sem um pai. A questão é que ser uma órfã nunca foi fácil e simples para mim - nem sequer gratificante. Lembro-me pouco de quando era bastante pequenina, tipo uns cinco ou seis anos, mas posso apenas dizer que uma pessoa - um homem com traços femininos -, está bem presente na minha memória até hoje. E porquê? Acho que isso se deve ao fato de ter sido ele que me fez adentrar no mundo da magia. Bem, eu não me recordo dos detalhes, e um instinto interior faz-me pensar que talvez me tenham feito alguma coisa para eu esquecer o que realmente se sucedeu.
Vou apenas dizer tudo o que eu me lembro; a magia original que eu uso é uma magia antiga e perdida chamada de God Slayer Magic. Basicamente, a magia que eu tenho foi criada para caçar Deuses. Mas percebam a contradição: eu não acredito em deuses. Ainda assim, como quase tudo na minha vida tem um pouco de ironia, quero acreditar que o homem hermafrodita que me ensinou esta magia seja um deus. Assim já posso dizer que acredito em deuses certo? E não se fala mais nisso, porque já sofri muito por dizer que não acreditava em deuses. Acho que as pessoas do mundo são um pouco preconceituosas nesse aspeto - nem sei dizer bem porquê. Bom, na verdade, sei, pelo menos agora, com a idade que tenho, tenho uma pequena ideia acerca disso; elas precisam de algo em que ter fé, em que rezar nos tempos mais difíceis, em que pedir ajuda em casos de desespero.
Vivo sozinha desde que me lembro, isto é, desde os meus seis ou sete anos de idade, bom, teoricamente, desde que aquele homem desapareceu subitamente. Recordo-me da última frase dele: ''Você já não precisa de mim''. A coisa é que eu talvez precisasse, sinto que ele foi um pai para mim no presente, mas nem sequer tenho memórias completas acerca desse estranho homem, então porque sinto eu tanto a falta dele? Vivi em Iceberg o tempo todo, roubei para me alimentar, e acontece que fiquei bastante boa nisso, uma vez que passava a vida a fazê-lo. Nunca usei a magia contra os donos das bancadas de fruta e pão - tinha pena deles -, e não eram assim tão maus de todo, ou sequer tinham culpa de eu não ter dinheiro nem sequer para comprar um estúpido pirulito. Ainda assim, naqueles dias, eu não tenha plena consciência do meu talento em magia, embora soubesse efetuar bons ataques para me ajudar com pequenas enrascadas; como quando uns espertalhões achavam que me poderiam raptar e levar-me para um tráfico qualquer de crianças que existia num outro país que fazia fronteira com Iceberg. Vivi dessa forma (alguns dias com mais fome que os outros), até aos meus doze anos - idade com que me ofereci para ocupar um lugar na limpeza de um navio qualquer.
Era maltratada lá - como em qualquer outro local -, mas pelo menos davam-me comida e água (não era muito boa, mas eu também nunca tive uma alimentação excelente, e isso notava-se na minha fisionomia), sem contar com os banhos de duas em duas semanas, coisa que eu só tinha quase duas vezes por mês em Iceberg, naquela pequena vila onde algumas pessoas tinham pena de mim e me ofereciam um duche e roupas novas. Eram boa gente, apesar de tudo, e acho que a bondade das mulheres daquele lugar irá ficar para sempre em meu coração, embora eu não tenha necessariamente de revelar isso a alguém. Com toda a vida que tive, fechei-me e acabei por ficar inimiga dos humanos, e a razão que me levou a isso, está dentro daquele navio que vagueava de Iceberg a Bosco.
Pensei eu tratar-se de um navio legal, com gente de coração puro como as mulheres de Iceberg, mas estava redondamente enganada. Que poderia eu fazer, com doze anos? Tinha amadurecido mais do que as outras crianças, mas queria continuar a acreditar que a humanidade poderia ser pura e gentil. Aquele navio era, na verdade, um modo de comunicação entre traficantes, daqueles que trocam humanos por dinheiro - geralmente crianças. Dentro daquele navio, no meu trabalho de limpeza, fiz alguns laços com as crianças escravas que lá estavam - nunca fiz perguntas sobre isso, sabia muito bem que perguntas poderiam ter um preço alto ali dentro. Então, esses meus ''amigos'', traíram-me quando eu pensei em rebelar-me contra aqueles malfeitores - mais por eles, que eram tratados abaixo de cães (e coitados dos cães) -, e no entanto, apanhei com muitas apunhaladas nas costas, e foram essas apunhaladas que trouxeram esta minha arrogância e anti-socialidade. Por isso é que eu não suporto muito conviver com humanos. Acorrentaram-me no interior do barco, presa como um porco no espeto, à espera de ser cozinhado para alimentar o estômago dos bastardos traficantes de humanos. Foi com a raiva aflorando na minha pele, e a lembrança daquele homem, que me fez usar a magia para me libertar. Nessa noite escura, o céu brilhava em pontinhos chamados estrelas, e estávamos quase a chegar a Bosco. Não vou mentir, eu realmente matei uns quantos ordinários homens, e simplesmente deixei o barco em chamas quando - ''sem querer'' - ateei o fogo das suas fogueiras para aquecer as caldeiras de sopa e água pelo barco todo. Os escravos que se salvassem - tentei ajudá-los uma vez e denunciaram-me -, agora que se ajudassem a eles mesmos.
Parti para Bosco e afastei-me do barco acabado o mais depressa que pude para não me ligarem ao incidente. Nunca soube realmente se houveram sobreviventes ou não, mas devem ter sobrevivido meia-dúzia ou mais - pelo menos das crianças escravas. Comecei uma vida em Bosco, sempre com discrição ao máximo, e foi ai que conheci o homem mais mulherengo e idiota de todo um mundo. Sin, de seu nome, tinha um passado violento assim como eu, e talvez fosse isso a única coisa que me ligou a ele - embora eu não falasse muito com ele. Ele apenas perseguia-me a maior parte das vezes, tentando seduzir-me, supus eu. Mas eu era mais inteligente que a maioria das outras mulheres, e via o real nojo que ele apresentava - ele nunca me interessou nessa área -, e acho que nunca tive esse sentimento que muitos chamam de paixão ou amor. Se bem que não se pode considerar amor o que ele faz, e sim luxúria. Decidi viajar com ele para Fiore - também não tinha nada melhor para fazer -, e acabamos por nos juntar àquele lugar demasiado alegre para mim, té nos deparar-mos com a ausência de Mestre em Fairy Tail - uma guilda de magos -, num local onde eu descobri mais sobre a magia e não tive tantas dificuldades em compreender o poder que eu possuía. Com isso, ali estava eu - e continuo a estar - de vinte e seis anos, uma God Slayer das Sombras, com um ou dois títulos no bolso, e com a infância deixada para trás. Ah, e um ''amigo'' idiota que tenho de cuidar de vez em quando (como se eu fosse algum tipo de babá) - embora não me interesse andar atrás dele para evitar que mulheres caíam nos seus encantos.